quinta-feira, maio 17, 2007
quarta-feira, maio 16, 2007
Não saberei nunca dizer Adeus
Afinal,
só os mortos sabem morrer
Resta ainda tudo,
só nós não podemos ser
Talvez o Amor,
neste tempo,
seja ainda cedo
Não é este sossego
que eu queria,
este exílio de tudo,
esta solidão de todos
Agora
não resta de mim
o que seja meu
e quando tento
o magro invento de um sonho
todo o inferno me vem à boca
Nenhuma palavra,
alcança o mundo, eu sei
Ainda assim,
Escrevo
terça-feira, maio 15, 2007
segunda-feira, maio 14, 2007
And I can't hide beneath my sheets
I've read the words before so now I know
The time has come again for me
And I'm feelin' the same way all over again
Feelin' the same way all over again
Singin' the same lines all over again
No matter how much I pretend
Another day that I can't find my head
My feet don't look like they're my own
I'll try and find the floor below to stand
And I hope I reach it once again
And I'm feelin' the same way...
So many times I wonder where I've gone
and how I found my way back in
I look around awhile for something lost
maybe I'll find it in the end
And I'm feelin' the same way...
sábado, maio 12, 2007
quarta-feira, maio 09, 2007
segunda-feira, abril 30, 2007
Estive sempre sentado nesta pedra
escutando, por assim dizer, o silêncio.
Ou no lago cair um fiozinho de água.
O lago é o tanque daquela idade
em que não tinha o coração
magoado. (Porque o amor, perdoa dizê-lo,
dói tanto! Todo o amor. Até o nosso,
tão feito de privação.) Estou onde
sempre estive: à beira de ser água.
Envelhecendo no rumor da bica
por onde corre apenas o silêncio.
Eugénio de Andrade
do fundo da minha covardia me ergo e enfrento
da convicção da minha teimosia arranco a determinação
e do orgulho a vontade de continuar
da vergonha o medo de desistir
e da incerteza a vontade de descobrir
da timidez faço a capacidade de desenrasque
e da falta de eloquência um silêncio inteligente
da tristeza os sorrisos
da solidão a alegria de viver cada momento
do fraco faço forte
e da fraqueza aparência de grande força
só pelo medo de sofrer, que é tão grande em mim.
Carla Ribeiro
domingo, abril 29, 2007
E suportar é o tempo mais comprido.
Peço-Te que venhas e me dês a liberdade,
Que um só dos teus olhares me purifique e acabe.
Há muitas coisas que eu quero ver.
Peço-Te que sejas o presente.
Peço-Te que inundes tudo.
E que o teu reino antes do tempo venha.
E se derrame sobre a Terra
Em primavera feroz precipitado.
Sofia de Mello Breyner Anderson
sábado, abril 14, 2007
Venham de lá as flores
Neste nosso verbo Amar
Que as folhas estão caindo
As dores estão sentindo
Uma criança chorar...
Venham de lá as flores
E os frutos por colher
Que as dores estão sentindo
Os homens que vão partindo
A chorar e a sofrer.
Venham de lá as flores
E o Outono vai passar
Que as dores estão sentindo
A Primavera a chegar.
Venham de lá as flores
No milagre do nascer
Que as dores estão sentindo
As verdes folhas, crescer...
Venham de lá as flores
E a Alegria de Viver!
Rogério Martins Simões
sábado, março 24, 2007
sexta-feira, março 02, 2007
"Feliz é o homem que achou
sabedoria e o homem que
obtém discernimento, porque
tê-la por ganho é melhor do
que ter por ganho a prata,
e tê-la como produto é melhor
do que o próprio ouro.
Ela é mais preciosa do que
os corais, e todos os
agrados teus não se podem
igualar a ela. Na sua
direita há longura de dias,
na sua esquerda há riquezas
e glória. Seus caminhos são
caminhos aprazíveis e todas
as suas sendas são paz.
Ela é árvore de vida para os
que a agarram, e os que a
seguram bem devem ser
chamados de felizes."
Provérbios 3:13 a 18
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
domingo, janeiro 28, 2007

Poema do livre arbítrio
Há uma fatalidade intrínseca, insofismável,
inerente a todas as coisas e nelas incrustada.
Uma fatalidade que não se pode ludribriar,
nem peitar, nem desvirtuar,
nem entreter, nem comover,
nem iludir, nem impedir,
uma fatalidade fatalmente fatal,
uma fatalidade que só poderia deixar de o ser
para ser fatalidade de outra maneira qualquer,
igualmente fatal.
Eu sei que posso escolher entre o bem e o mal.
Eu sei que posso fatalmente escolher entre o bem e o mal.
E já sei que escolho o bem entre o mal e o bem.
Já sei que escolho fatalmente o bem.
Porque escolher o bem é escolher fatalmente o bem,
como escolher o mal é escolher fatalmente o mal.
O meu livre arbítrio
conduz-me fatalmente a uma escolha fatal.
António Gedeão
quinta-feira, dezembro 07, 2006

Drawn into a world of choices
Bitter hearts and angry voices
I'm tired of promisses constantly broken
Words are there just to be spoken
I can't comply
So I can't sit here through this mess
Acting just like all the rest
With a smile
Still
You and I we'll meet as soon this war is over
You and I we'll seize the dream
You won't be sorry
But now I have to go away
I'll save the world today
Gentle grins and perfect plans
That turn out to reveal the monsters around
The werewolves holding silver bullets
Staring at me in my nightmares
It has to stop
It's my turn to stop them
Maybe I won't win but I'll surely try
I'll try
But now I have to go away
I'm going to save the day
No surprises, farewell parties
Tears that fill your green-eyed worries
I hate goodbyes
sábado, novembro 11, 2006

É curioso como moldamos a nossa personalidade quando curiosamente nos apaixonamos. Tudo em nós é renovado e o nosso olhar volta a renascer da cinza.
Novamente, a nossa alma é iluminada por um raio tímido de sol, e voltamos a sorrir. O sorriso começa lentamente a ganhar forma. A sua forma natural. Aquela com a qual nascemos e que o tempo nos rouba.
Os dias passam a ter significado e a espera torna-se ansiosamente agradável.
Começas aos poucos a perceber um olhar de relance, que se estende na tua direcção. E logo, começas a pensar que estás a sonhar. O medo de voar, alerta em ti, o medo de puderes, também, voltar a cair.
Retrais. Mas sonhas dentro de ti. Crias ilusões. Tens esperança.
domingo, novembro 05, 2006
quarta-feira, outubro 25, 2006

sexta-feira, setembro 15, 2006
How can you be so indifferent I can`t believe you meant what you said I may not be your dreamy prince But I don`t deserve any of this We used to go out and drift away You always had nice things to say Now we don`t even talk anymore Nothing is like it was before But hey...You don`t have to be cruel You don`t have to use Those words For long I`ve been a fool But now I can see clearly who comes first















